quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Último - Primeiro Texto

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Meu ultimo texto do ano, meu ultimo texto no Surto, que deixa de ser Surto e se torna apenas Brisa, apenas Vento.
Percebi que hoje, aos 27, Surtar já ficou menos frequente. Os sentimentos ficaram menos a flor da pele. As respostas e a falta delas, ficou mais evidente e isso não me machuca mais.
Andar pelas ruas, com meu fone de ouvido, se tornou momento preferido. Olhar as pessoas, dentro dos seus carros ou em suas janelas, no alto dos prédios, se tornou momento de reflexão. Me sinto sozinha, mas não me dói a solidão.
Nesse momento eu penso em pai e mãe, sinto falta de almoço de domingo, de irmãos brigando pelo controle da televisão ou pelo último pedaço de bolo na geladeira. Sinto falta de amigos que não estão mais comigo ou estão. Tatuados para sempre nas memórias, nas lembranças que o tempo se encarregará de apagar, mas que agora são quase concretas, ainda tem forma, cheiro e sabor.
E é essa brisa que sinto no rosto, passeando calmamente, enquanto a cidade toda, desesperada e apressada, se mata pra se movimentar, que me faz agora me despedir do Surto e agradecer por esses longos anos de causos e desabafos, todos esses textos de momentos vividos felizes ou tristes, essas palavras e frases e fotos e músicas, que ficarão guardados e dar boas vindas a Brisa, que chega calma e doce, pra seguir em frente comigo.

Que venha um feliz 2012!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

E é morrendo que eu vivo cada dia...

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"...Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”





O que me mata de verdade é essa presença de ausência. É sentir meu coração tão grandioso, vazio. É saber que meus pensamentos, não param de pensar em mortos. É saber que no final das contas, você nem sabe a razão de não querer saber de mim.
O que me enlouquece é não poder sair por ai e gritar bem alto, todo esse ar que enche meus pulmões de vida. É saber que ainda vai demorar pra chuva chegar e esse vento que sopra é forte demais pra me consolar. Sentir, a felicidade se esvaindo pelas frestas  na minha alma. Viver e nem mesmo sentir que é vida.
O que me mata é essas palavras insólitas que escrevo agora. É rezar baixinho a minha agonia. E sentir que o mar bem podia me lavar e levar , elevar... Enfim.

domingo, 12 de junho de 2011

Felicidade = Eu + Você

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"Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez." (Caio Fernando Abreu)



Sim, eu seguro sua mão. Te dou banho, te visto, te dou comida, te esquento quando tiver frio, acordo no meio da noite só pra aquecer teus pés com os meus, tua boca com a minha...
Sim, eu vivo com você, por você, pra você. Eu vivo em você... Morro em você. Sendo você eu faço esforços, sacrifícios, promessas, juras, eu cumpro obrigações... 
Sim, eu dou o mundo pra você. Dou o céu cheio de estrelas e dou a lua linda e cheia, e se você a quiser minguante eu espero um pouco mais e te dou. Dou as nuvens branquinhas e límpidas, dou ate as cinzas, porque são as minhas preferidas. Te dou a brisa, dou todos os pingos de chuva e te dou a imensidão do mar, só pra você me amar.
Sim, eu quebro as regras por você, eu burlo as normas, eu pulo os muros, eu corro perigos, eu luto, eu brigo, eu digo às verdades que te magoam, eu ouço as verdades que me magoam, eu enfrento o tempo, o desconhecido... Me arrisco.
Sim, eu cuido de você, te faço carinho, te aninho, te aconchego em mim, me faço de tua morada e até me mudo pro teu coração, te abrigo, que é onde você sempre coube tão bem. E cabe...